A origem do Domingo da paixão seria um costume
popular do século V, em Jerusalém, que na tarde do Domingo fazia uma procissão
solene para comemorar a entrada de Jesus na cidade. A procissão de palmas
iniciava-se no Monte das Oliveiras na direção da cidade, imitando assim o
ingresso do Senhor em Jerusalém. O sucesso e a popularidade desta evocação
comemorativa dá-se porque a comunidade revive, dramatizando a cena evangélica da
entrada de Jesus em Jerusalém lida no início, refazendo depois o percurso feito
por Cristo. A procissão não estava ligada a uma celebração eucarística.
No início do século VII esses costumes passarão do Oriente
para a Espanha e a Gália. Somente no século XII que será aceita em Roma.
Desde os tempos primitivos, começa em algum lugar fora da
Igreja principal. No início da Idade Média, o centro da atenção era o livro do
Evangelho, mais tarde suplantado por relíquias e, finalmente, pela própria
Hóstia.
Celebrar este dia é fazer parte da cena onde o Senhor é
aclamado Rei. Oxalá não nos estendamos para a segunda cena, a da sexta feira,
onde o mesmo Senhor, inocente, é trocado por um culpado. Fazer parte desta cena
é exercer um papel de ódio, traição e vingança.
Nenhum comentário:
Postar um comentário