terça-feira, 20 de março de 2012

FESTA DE SÃO JOSÉ

Meus irmãos não é muito o que sabemos sobre a vida de São José. O que sabemos é que ele era descendente da família de Davi, foi esposo de uma jovem chamada Maria, e depois tornou-se pai adotivo de um menino chamado Jesus.
"Na Igreja recebeu o nome de homem justo". E fez jus ao nome que lhe é dado, porque sua retidão, sua lealdade e sua obedieência à vontade do Pai reforçam sua santidade.
Nem sempre as coisas aconteceram de modo fácil em sua vida. Primeiro, compreender a inesperada e obscura gravidez de sua esposa, mulher que ele não havia tocado, numa sociedade que condenava à morte as mulheres que fossem pega em adultério. Segundo, a rejeição dos seus parentes em Belém, por ocasião do recessenceamento, momento em que completaram-se os dias de Maria dá à luz à criança, e não encontrar lugar naqueles espíritos, naquelas mentes e naqueles corações, tendo que dividir espaço com os animais lá no fundo na estrebaria. Terceiro, ter que sair às pressas para o Egito, fugindo do plano assassino de Herodes de matar as crianças na faixa etária de seu filho. Quarto, a angústia de três dias, tempo em que seu filho ficou sozinho no templo entre os doutores em Jerusalém.
Meus irmãos nada disso seria possível se dá na vida de uma pessoa e ela administrar da forma como José administrou, sereno, calmo, se não gozasse de uma fé e de uma espiritualidade e de uma santidade profundas. Dessa maneira está mais do que justificada a homenagem, o louvor e o culto prestados hoje a São José. Faz muito sgnificado a proclamação feita pelo Papa Pio IX em 1870 dando o título a São José Padreiro Universal da Igreja. 
Como pai adotivo de Jesus, o carregou pequeno, indefeso e inocente, defendendo-o dos perigos que se voltavam contra o seu filho, como padroeiro universal carrega nos braços a Igreja e a defende das forças  hostis de agora, advindas dos Meios de Comunicação Social, de seitas protestantes, de pensamentos materialistas, quando estes a atacam principalmente naquilo em que ela é mais frágil e vulnerável sua humanidade.
Meus irmãos como já dissemos, não temos dúvida da santidade deste homem, e até podemos apalpar os feitos seus: 1- Aceitou assumir uma jovem entre 12 a 15 anos; 2- Assumiu um filho que não era seu; 3 - e quando a dúvida, a incerteza o invadiu em relação ao caráter e à moral de sua esposa, não a expôs ao público e aos guardiães da lei, mas preferiu sofrer em silêncio, e em silêncio sair, fugir, para não machucar, para não ferir, e assim preservar a integridade física da mulher que a amava.
José é o tipo do homem que quando não entende silencia, guarda, conserva em seu coração. Só que esse silêncio não é ausente, parado e sem sentido, mas é algo dinâmico, presente, atuante e brota de um coração puro, humilde espiritual e luzente.
Oxalá, os homens e as mulheres, os casais, as famílias de hoje, quando se encontrassem afogadas, mergulhadas em dúvidas e incertezas, angústias e medos na relação conjugal e familiar, ao invés de partirem para cima do outro com perguntas, fruto muitas vezes do imaginário, agredindo, ferindo e às vezes matando, fizessem como São José, silenciassem, guardassem, perdoassem, amassem.
Mas quem é que pode silenciar assim? Guardar e conservar assim? Amar assim? Perdoar assim? Somente aqueles que como São José gozam de um coração simples, puro, amoroso e santo.

Um comentário:

  1. Ah, padre, novamente eu o ouvi falando... poucas pessoas conseguem personalidade no que falam e escrevem.

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