"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem". Jo 10,27
"Era uma vez um visitante que percorreu a Síria e encontrou três pastores de ovelhas que davam água a seu rebanho junto a um poço.
As ovelhas estavam todas misturadas e um estranho poderia pensar que se tratava de um único rebanho. Daqui a pouco, um dos pastores se levantou e chamou "Mene - Ah", que em árabe, significa vem comigo. Imediatamente umas trinta ovelhas se separaram do grupo e seguiram seu pastor morro acima.
Também o segundo pastor afastou-se um pouco e exclamou o seu "Mene - Ah" e seguiu com o seu rebanho. Admirado, o viajante perguntou ao pastor que tinha ficado. Suas ovelhas me seguiriam se eu as chamasse? Por que você não experimenta? Respondeu ele. E se eu usasse sua capa e seu cajado? Não achas que elas pensariam que eu sou você?
Sem nada dizer, o pastor ofereceu ao homem sua capa e seu cajado, e ficou observando com um sorriso nos lábios como o estranho chamava o seu "Mene - Ah", "Mene - Ah". Mas as ovelhas não lhe deram qualquer atenção.
O pastor então explicou: Elas não seguiriam a nenhum outro. Só a ovelha doente segue a um estranho".
Gostaria ler essa estória pensando não somente nos pastores que estão nos campos da religião, mas também, estender o entendimento para as tantas lideranças que estão nos campos políticos, sociais, jurídicos, para as lideranças que cuidam de gente.
Nós sabemos como sofrem as ovelhas nas filas dos órgãos públicos, como são tratadas, mal tratadas, às vezes humilhadas. Como o direito que já lhe foi assegurado, precisa ser brigado, para ser conquistado. Neste caso os termos, assegurado e conquistado divergem.
Ninguém deseja que este povo sofra nas mãos de pastores estranhos, mas quando o sofrimento se dá no campo religioso, dentro da Igreja, dói mais.
"Vós não fortaleceis as ovelhas fracas; a doente, não a tratais; a ferida, não a curais; a transviada, não a reconduzis; a perdida, não a procurais; a todas tratai com violência e dureza" Ez. 34,4
Talvez um dos grandes perigos porque passam tantas e tantas ovelhas nos campos atuais, seja porque temos de mais pastores de capas e de cajados, mas de pouca entrega, de pouca doação e de pouco amor.
Gostaria ler essa estória pensando não somente nos pastores que estão nos campos da religião, mas também, estender o entendimento para as tantas lideranças que estão nos campos políticos, sociais, jurídicos, para as lideranças que cuidam de gente.
Nós sabemos como sofrem as ovelhas nas filas dos órgãos públicos, como são tratadas, mal tratadas, às vezes humilhadas. Como o direito que já lhe foi assegurado, precisa ser brigado, para ser conquistado. Neste caso os termos, assegurado e conquistado divergem.
Ninguém deseja que este povo sofra nas mãos de pastores estranhos, mas quando o sofrimento se dá no campo religioso, dentro da Igreja, dói mais.
"Vós não fortaleceis as ovelhas fracas; a doente, não a tratais; a ferida, não a curais; a transviada, não a reconduzis; a perdida, não a procurais; a todas tratai com violência e dureza" Ez. 34,4
Talvez um dos grandes perigos porque passam tantas e tantas ovelhas nos campos atuais, seja porque temos de mais pastores de capas e de cajados, mas de pouca entrega, de pouca doação e de pouco amor.
Todos sabem que capa é aquilo que envolve ou cobre alguma coisa. Existem muitos líderes envolvidos com capas de pastores, têm a aparência de pastores, mas com grande dificuldade de dá sua vida, de morrer pelas ovelhas.
Hoje são muitos "pastores", são muitas vozes, são muitos sons e são muitos convites vindos na direção das nossas ovelhas, dos nossos jovens, dos nossos homens e mulheres. São muitos os apelos para que nossa gente aceite entrar nos redis hodiernos. E aceitam, e entram, e se deixam seduzir, e se deixam arrastar, e depois choram, e depois sofrem e depois morrem.
E por que entraram? Porque estavam desintegradas, desarmonizadas, desvinculadas, não eram melhores, nem piores, só estavam doentes. "Ao estranho segue a ovelha doente". E uma pessoa doente, é alguém frágil, vulnerável, seduzível, capaz de ceder a qualquer grito e a qualquer voz, mesmo que sejam gritos e vozes para o sofrimento e para a dor.
O bom seria que nossas ovelhas à semelhança das ovelhas deste conto, dissessem não a certos convites e a certos apelos, para dizerem sim à sua felicidade, à sua alegria e à sua paz.
E por que entraram? Porque estavam desintegradas, desarmonizadas, desvinculadas, não eram melhores, nem piores, só estavam doentes. "Ao estranho segue a ovelha doente". E uma pessoa doente, é alguém frágil, vulnerável, seduzível, capaz de ceder a qualquer grito e a qualquer voz, mesmo que sejam gritos e vozes para o sofrimento e para a dor.
O bom seria que nossas ovelhas à semelhança das ovelhas deste conto, dissessem não a certos convites e a certos apelos, para dizerem sim à sua felicidade, à sua alegria e à sua paz.


