"Esta é a voz daquele que grita no deserto: 'preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas, as passagens tortuosas ficarão retas e os caminhos acidentados serão aplainados'". Lc. 3,4b-5.
Meus irmãos estamos rápidos, já estamos no Segundo Domingo do Advento. E o que essa data significa para nós? Qual a influência desse tempo no cotidiano de nossas vidas? O que fala para nós e para o nosso coração esse tempo de graça e salvação, que é o Advento?
Meus irmãos nós até podemos pensar em desertos geográficos, e ali havia o da Samaria, o da Judéia, podemos pensar no Rio Jordão, e outros lugares por onde João Batista andou e pregou, mas certamente, não alcançaremos onde o grito de João quer chegar.
Certamente, mais que a lugares geográficos, mais que a desertos terrenos, o grito de João pretende chegar aos corações, pretende chegar às mentes, pretende chegar ao modo de vida das pessoas e cutucá-las, e intimá-las, a uma mudança desse modo de vida.
Nesse instante acompanhamos montes de injustiça por todo o mundo, mares de corrupção que banham parte dos homens, abismos entre ricos e pobres, vales profundos entre irmãos que não cedem ao amor e ao perdão, vidas tortuosas, porque marcadas pelo egoísmo e pelo pecado.
Tudo isso junto alerta-nos para a luta por um mundo melhor, aguça os ouvidos da Igreja e chama a sua atenção para tomar uma posição cada vez mais profética e dispensdora de testemunho evangélico, e assim o seu grito de mudança lá fora seja um grito forte e coerente. Forte, porque capaz de chegar aos corações mais distantes , e coerente, porque respaldado numa vivência e numa prática brotadas do seu interior. Dessa maneira, as possíveis páginas em branco, os espaços vazios no que diz respeito à conversão e à santidade, ainda existentes dentro e fora da Igreja possam ser preenchidos por todos.
Neste sentido o que estamos dizendo é que precisamos sair do Advento litúrgico e celebrativo, do Advento histórico e cronológico, na verdade, precisamos sair do Tempo do Advento para entrarmos no Advento do tempo, no Advento do tempo da justiça, no Advento do tempo do direito, no Advento do tempo da luta por dignidade e vida para todos, no Advento do tempo do amor, do perdão e da paz entre nós.
Um Advento feito de orações, cantos, louvores e emoções, que não leva à transformação da vida, através de atos concretos de solidariedade em favor do irmão, torna-se um ato morto, estéril e sem sentido.
A pregação de João Batista, bem como o seu batismo exortavam para uma conversão, mas conversão não apenas espiritual, mas uma conversão também das estruturas de poder, que mantinham o povo à distância, e privado de viver as condições básicas de justiça, liberdade, direito e vida, uma vez que tudo era ditado do Império Romano, e se dava como o Imperio queria, para depois voltar em forma de lucro e garantia.
Nesse sentido o grito do profeta para que o caminho do Senhor seja endireitado, é um apelo para que a ordem sócio, política e econômica seja humanizada, o sistema religioso de dominação seja endireitado, as mentes e os corações se convertam e sejam purificados, para que assim o Reino de Deus anunciado por João e concretizado por Jesus seja em fim instalado, não nas areias movediças do deserto da Judéia, nem nas mentes e nos corações, secos e indispostos à germinação da semente do perdão e do amor, mas nos corações férteis, nos corações capazes de produzir frutos de justiça, de perdão e de amor.
Meus irmãos estamos rápidos, já estamos no Segundo Domingo do Advento. E o que essa data significa para nós? Qual a influência desse tempo no cotidiano de nossas vidas? O que fala para nós e para o nosso coração esse tempo de graça e salvação, que é o Advento?
Meus irmãos nós até podemos pensar em desertos geográficos, e ali havia o da Samaria, o da Judéia, podemos pensar no Rio Jordão, e outros lugares por onde João Batista andou e pregou, mas certamente, não alcançaremos onde o grito de João quer chegar.
Certamente, mais que a lugares geográficos, mais que a desertos terrenos, o grito de João pretende chegar aos corações, pretende chegar às mentes, pretende chegar ao modo de vida das pessoas e cutucá-las, e intimá-las, a uma mudança desse modo de vida.
Nesse instante acompanhamos montes de injustiça por todo o mundo, mares de corrupção que banham parte dos homens, abismos entre ricos e pobres, vales profundos entre irmãos que não cedem ao amor e ao perdão, vidas tortuosas, porque marcadas pelo egoísmo e pelo pecado.
Tudo isso junto alerta-nos para a luta por um mundo melhor, aguça os ouvidos da Igreja e chama a sua atenção para tomar uma posição cada vez mais profética e dispensdora de testemunho evangélico, e assim o seu grito de mudança lá fora seja um grito forte e coerente. Forte, porque capaz de chegar aos corações mais distantes , e coerente, porque respaldado numa vivência e numa prática brotadas do seu interior. Dessa maneira, as possíveis páginas em branco, os espaços vazios no que diz respeito à conversão e à santidade, ainda existentes dentro e fora da Igreja possam ser preenchidos por todos.
Neste sentido o que estamos dizendo é que precisamos sair do Advento litúrgico e celebrativo, do Advento histórico e cronológico, na verdade, precisamos sair do Tempo do Advento para entrarmos no Advento do tempo, no Advento do tempo da justiça, no Advento do tempo do direito, no Advento do tempo da luta por dignidade e vida para todos, no Advento do tempo do amor, do perdão e da paz entre nós.
Um Advento feito de orações, cantos, louvores e emoções, que não leva à transformação da vida, através de atos concretos de solidariedade em favor do irmão, torna-se um ato morto, estéril e sem sentido.
A pregação de João Batista, bem como o seu batismo exortavam para uma conversão, mas conversão não apenas espiritual, mas uma conversão também das estruturas de poder, que mantinham o povo à distância, e privado de viver as condições básicas de justiça, liberdade, direito e vida, uma vez que tudo era ditado do Império Romano, e se dava como o Imperio queria, para depois voltar em forma de lucro e garantia.
Nesse sentido o grito do profeta para que o caminho do Senhor seja endireitado, é um apelo para que a ordem sócio, política e econômica seja humanizada, o sistema religioso de dominação seja endireitado, as mentes e os corações se convertam e sejam purificados, para que assim o Reino de Deus anunciado por João e concretizado por Jesus seja em fim instalado, não nas areias movediças do deserto da Judéia, nem nas mentes e nos corações, secos e indispostos à germinação da semente do perdão e do amor, mas nos corações férteis, nos corações capazes de produzir frutos de justiça, de perdão e de amor.

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