"Por isso, João declarou a todos: Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo". Lc. 3, 16
Caríssimos irmãos neste domingo nos atentemos a três assinalações importantes deste versículo: 01 - Eu vos batizo com água, 02 - Aquele que vem é mais forte do que eu, 03 - Ele batizará no Espírito Santo e no fogo.
Na Bíblia encontramos vários episódios em que está presente o símbolismo da água. No poço de Jacó Jesus pediu água a uma mulher que veio da Samaria, levando-a a descobrir Nele uma fonte de água viva, deixando para trás o tempo dos poços e das piscinas, incapazes de matar a sede de salvação eterna.
No dilúvio a água afogava parte da humanidade, e com ela as suas maldades e pecados, para dalí surgir um novo homem, uma nova criação. Nesse sentido, deixar-se batizar com água é iniciar esse processo de purificação ainda simbólico, até experimentarmos uma purificação plena e definitiva.
Não sei se João Batista tinha a noção do que estava dizendo e das consequências do que dizia. Quem era mais forte ali, senão Herodes, Pilatos, os Sumos Sacerdotes, os Doutores da Lei e os Fariseus? Anunciar que estava se aproximando alguém mais forte, num ambiente como aquele, hostil e oposto a tudo o que se revelava uma possível ameaça aos seus interesses, era anunciar que a guerra estava declarada. Jamais o poder e a religião constituídos no Templo, aceitariam uma proposta vinda de um suspeito, de um lugar suspeito e com sérias ameças a este poder e a esta religião.
Se o batismo na água é uma etapa da conversão, o batismo no Espírito Santo o que é? "Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formar um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou livres, e todos fomos impregnados do mesmo Espírito" 1º Cor. 12,13.
O que é uma coisa impregnada? Impregnado é algo ensopado, encharcado, alagado, embebido. Nesse sentido ser batizado com o Espírito Santo é ser encharcado, embebido, alagado pelo Espírito Santo, conforme cantamos na canção, "quero mergulhar no teu amor enchacar-me em teus rios Senhor...".
E nesse tempo em que tem sido presente a imagem do deserto, deserto, lugar de provação, serpente, escorpiões, fome, sede, aridez, motivos de tanto desânimo, tristeza e abandono de tantos irmãos que sairam de nossas fileiras, é mais do que oportuno o batismo no Espírito Santo, para encharcar, inundar, impregnar, embeber esses desertos, animar esses desertos, renovar esses desertos, não os geográficos, porque esses não perderão o seu aspecto natural, mas os desertos construídos dentro de cada um, e às vezes muitos mais secos, mais ásperos e mais duros que os comumente conhecidos.
E se por ventura só encharcar, embeber e molhar não resolver, então, demos o passo seguinte, deixemo-nos queimar. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. Que fogo é esse? É o que queima, é o que destrói e o que derrete. É o que nos faz sentir paixão, não essa paixão afetiva, sensual e momentânea do mundo moderno, mas aquela que aqueceu os corações dos discípulos na estrada de Emaus e os fez abraçar a cruz sem mais desanimar. Foi a mesma que ardeu no coração de Jesus como fogo e o fez abraçar a cruz num abrasamento e num incendiamento eternos e sem fim.
"Apareceram-lhes então uma espécie de língua de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles" Atos 2,3. E porque ele se repartiu? Se repartiu, porque não é propriedade de um só, de um grupo só, de um movimento só, de uma igreja só, ele é de todos, ele quer tocar a todos, ele quer queimar a todos, ele quer purificar a todos.
Deus quer nos purificar, Deus quer nos santificar, Deus quer nos modelar, como faz o ferreiro na feitura da lâmina e do facão. Assim como o fogo é usado para arrancar as sujeiras do ferro e do cobre, Deus usa o Espírito Santo para arrancar as nossas sujeiras e os nossos pecados e nos fazer vasos novos, onde poderão ser plantados sua graça e seu amor.
O que é uma coisa impregnada? Impregnado é algo ensopado, encharcado, alagado, embebido. Nesse sentido ser batizado com o Espírito Santo é ser encharcado, embebido, alagado pelo Espírito Santo, conforme cantamos na canção, "quero mergulhar no teu amor enchacar-me em teus rios Senhor...".
E nesse tempo em que tem sido presente a imagem do deserto, deserto, lugar de provação, serpente, escorpiões, fome, sede, aridez, motivos de tanto desânimo, tristeza e abandono de tantos irmãos que sairam de nossas fileiras, é mais do que oportuno o batismo no Espírito Santo, para encharcar, inundar, impregnar, embeber esses desertos, animar esses desertos, renovar esses desertos, não os geográficos, porque esses não perderão o seu aspecto natural, mas os desertos construídos dentro de cada um, e às vezes muitos mais secos, mais ásperos e mais duros que os comumente conhecidos.
E se por ventura só encharcar, embeber e molhar não resolver, então, demos o passo seguinte, deixemo-nos queimar. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. Que fogo é esse? É o que queima, é o que destrói e o que derrete. É o que nos faz sentir paixão, não essa paixão afetiva, sensual e momentânea do mundo moderno, mas aquela que aqueceu os corações dos discípulos na estrada de Emaus e os fez abraçar a cruz sem mais desanimar. Foi a mesma que ardeu no coração de Jesus como fogo e o fez abraçar a cruz num abrasamento e num incendiamento eternos e sem fim.
"Apareceram-lhes então uma espécie de língua de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles" Atos 2,3. E porque ele se repartiu? Se repartiu, porque não é propriedade de um só, de um grupo só, de um movimento só, de uma igreja só, ele é de todos, ele quer tocar a todos, ele quer queimar a todos, ele quer purificar a todos.
Deus quer nos purificar, Deus quer nos santificar, Deus quer nos modelar, como faz o ferreiro na feitura da lâmina e do facão. Assim como o fogo é usado para arrancar as sujeiras do ferro e do cobre, Deus usa o Espírito Santo para arrancar as nossas sujeiras e os nossos pecados e nos fazer vasos novos, onde poderão ser plantados sua graça e seu amor.

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