Tudo começou após a anunciação do anjo a Maria, quando disse alegra-te cheia de graça, o Senhor é contigo. E disse depois: Tua parenta concebeu na velhice um filho e este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque pra Deus nada é impossível.
E Maria partiu, dirigindo-se apressadamente. O que faz uma pessoa sair apressada ao encontro de outra? O que faz uma pessoa romper noites e dias, enfrentar obstáculos e distâncias, riscos e perigos para ir ao encontro de alguém?
Não era curta a distância que separava Maria e Isabel. Uma, morava em Nazaré da Galiléia, e a outra, morava em Ain - Karim, na Judéia, lá nas montanhas, há quase 160 km. Os caminhos eram longos e difíceis, e abrigavam assaltantes, Jesus conta
que um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de
assaltantes. Maria não deve ter ido só, mas deve ter aproveitado as caravanas que geralmente se dirigiam para Jerusalém.
Mas ela foi às pressas. E o que a motivava tanto, e o que a impulsionava tanto? O Mensageiro Celeste, depois de dizer que ela era cheia de graça, disse também que o Espírito Santo viria sobre ela. Ou seja, ela agora não era só a cheia de graça, era também a cheia do Espírito Santo, a encharcada do Espírito Santo, a impregnada do Espírito Santo. E com certeza aqui está a razão de tanto entusiasmo, dificilmente alguém faria o que Maria fez, tomaria decisão tão firme, se não tivesse tocada, e impulsionada pelo Espírito Santo.
Cada passo que Maria dava subindo e descendo os montes era uma confirmação e uma certeza da sua entrega total e sem reservas à vontade do Criador. Uma entrega não inerte, nem passiva, mas dinâmica e ativa, onde Maria se deixava conduzir e embalar pela palavra do anjo, e onde o anjo respondia e esclarecia as dúvidas de Maria.
Ela não peregrinou só para as montanhas, para a casa de sua prima Isabel, ela não caminhou só para a sinagoga para se reunir conforme o costume judaico, ela também caminhou na fé, ela experimentou momentos de obscuridade e silêncio. E da mesma forma como subia e descia os montes e as colinas na direção das montanhas até Judá, ela também subiu e desceu montes de obstáculos que seu sim lhe trouxe, obstáculos muito maiores, porque eram obstáculos humanos.
Ela deu à luz numa estrebaria entre garranchos e capins, aos oito dias ouviu da boca de Simeão que por causa daquele menino, uma espada transpassaria o seu coração, dias depois teve que fugir às pressas para o Egito para defendê-lo da fúria de Herodes, tempos depois viveu dias de aflição ao perdê-lo no templo, e aos 33 anos, assistiu no Calvário sua morte, a morte da vítima que ela havia gerado em seu seio, e bem ali, via se cumprir o que um dia lhe falara o velho Simeão. Mas em nenhum momento desistiu, pelas montanhas chegou à casa de Isabel e pela fé que em nenhum momento vacilou, chegou ao coração do Pai.
Como Maria precisamos arriscar, precisamos não ter medo de errar, precisamos correr riscos. Uma Igreja que não se atreve e que não ousa, pode parecer inócua, inócua porque não incide e não provoca um mundo que precisa ser interpretado. Pode parecer medíocre, porque fica onde está e se contenta como está. Numa penumbra, numa sombra, num retraimento e num medo, que lhe parece parar.
Maria correu riscos, e o primeiro, foi quando disse sim, sem ao menos medir as consequências que poderiam nascer daí. Arriscar é caminhar para o incerto, arriscar é caminhar para o perigo, mas, mais perigoso é não arriscar.
Tem hora que a Igreja é prudente demais, ou tem medo demais e acaba aumentando o cordão dos que temem a humilhação e a derrota, porque teme se arriscar. Por temer, não se expõe, não se expondo, não arrisca dentro dela mesma, uma mudança, que seria um triunfo e uma vitória.
Mas ela foi às pressas. E o que a motivava tanto, e o que a impulsionava tanto? O Mensageiro Celeste, depois de dizer que ela era cheia de graça, disse também que o Espírito Santo viria sobre ela. Ou seja, ela agora não era só a cheia de graça, era também a cheia do Espírito Santo, a encharcada do Espírito Santo, a impregnada do Espírito Santo. E com certeza aqui está a razão de tanto entusiasmo, dificilmente alguém faria o que Maria fez, tomaria decisão tão firme, se não tivesse tocada, e impulsionada pelo Espírito Santo.
Cada passo que Maria dava subindo e descendo os montes era uma confirmação e uma certeza da sua entrega total e sem reservas à vontade do Criador. Uma entrega não inerte, nem passiva, mas dinâmica e ativa, onde Maria se deixava conduzir e embalar pela palavra do anjo, e onde o anjo respondia e esclarecia as dúvidas de Maria.
Ela não peregrinou só para as montanhas, para a casa de sua prima Isabel, ela não caminhou só para a sinagoga para se reunir conforme o costume judaico, ela também caminhou na fé, ela experimentou momentos de obscuridade e silêncio. E da mesma forma como subia e descia os montes e as colinas na direção das montanhas até Judá, ela também subiu e desceu montes de obstáculos que seu sim lhe trouxe, obstáculos muito maiores, porque eram obstáculos humanos.
Ela deu à luz numa estrebaria entre garranchos e capins, aos oito dias ouviu da boca de Simeão que por causa daquele menino, uma espada transpassaria o seu coração, dias depois teve que fugir às pressas para o Egito para defendê-lo da fúria de Herodes, tempos depois viveu dias de aflição ao perdê-lo no templo, e aos 33 anos, assistiu no Calvário sua morte, a morte da vítima que ela havia gerado em seu seio, e bem ali, via se cumprir o que um dia lhe falara o velho Simeão. Mas em nenhum momento desistiu, pelas montanhas chegou à casa de Isabel e pela fé que em nenhum momento vacilou, chegou ao coração do Pai.
Como Maria precisamos arriscar, precisamos não ter medo de errar, precisamos correr riscos. Uma Igreja que não se atreve e que não ousa, pode parecer inócua, inócua porque não incide e não provoca um mundo que precisa ser interpretado. Pode parecer medíocre, porque fica onde está e se contenta como está. Numa penumbra, numa sombra, num retraimento e num medo, que lhe parece parar.
Maria correu riscos, e o primeiro, foi quando disse sim, sem ao menos medir as consequências que poderiam nascer daí. Arriscar é caminhar para o incerto, arriscar é caminhar para o perigo, mas, mais perigoso é não arriscar.
Tem hora que a Igreja é prudente demais, ou tem medo demais e acaba aumentando o cordão dos que temem a humilhação e a derrota, porque teme se arriscar. Por temer, não se expõe, não se expondo, não arrisca dentro dela mesma, uma mudança, que seria um triunfo e uma vitória.

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